Lula defende proibição de IA em campanhas e critica governos anteriores

Lula critica uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou veementemente o emprego da inteligência artificial (IA) em campanhas eleitorais, defendendo a necessidade de uma proibição legislativa para o uso da ferramenta em pleitos. Lula ressaltou que a arena política deve ser pautada pela verdade, distanciando-se de tecnologias que podem ser utilizadas para a disseminação de informações falsas.

As declarações ocorreram durante um evento em Camaçari, na Bahia, nesta quinta-feira (14/05/2026), no âmbito da entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Lula afirmou que o assunto ganhou força após uma declaração do ministro Nunes Marques, em sua posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre a intenção de proibir o uso de IA nos dias que antecedem as eleições. O presidente ponderou sobre as possíveis ações para coibir tal prática.

“A inteligência artificial ajuda muito, na saúde, na educação. Mas na eleição será que é necessário inteligência artificial? Na eleição as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso”, declarou Lula durante seu discurso.

Debate sobre regulamentação e o papel da IA nas eleições

O presidente sugeriu ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que se discuta o tema do ponto de vista legislativo. “Fiquei pensando o que a gente pode fazer para proibir em época de eleição usar inteligência artificial na política. Isso vai servir aos mentirosos. Porque como é mentira eu posso falar todo bonitão, e a política é o tempo da verdade. O cara que mente na política deveria cair a língua”, argumentou.

Já em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução que proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos novos, produzidos ou alterados por IA, nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A Corte também estabeleceu regras para rotulagem de conteúdo gerado por IA e impôs obrigações mais rigorosas às big techs.

Críticas indiretas a governos anteriores

Em outro momento de seu discurso, Lula fez referências indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizando o termo “traste” ao comparar as realizações de governos do PT com a soma de todos os outros presidentes. Ele também mencionou iniciativas do governo anterior, como a carteira de trabalho verde e amarela.

“Quantos empregos foram arrumados com a carteira de trabalho verde e amarelo? Verde e amarelo é a cara dele de mentiroso. Verde e amarelo é a cara dele pela responsabilidade de permitir que 716 mil pessoas morressem de Covid quando ele poderia ter evitado mais da metade das mortes”, disse Lula, associando a cor a uma suposta falta de verdade e responsabilidade.

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