Uso ético da Inteligência Artificial é caminho para modernizar o jornalismo

Jornalismo abraça IA para modernizar rotinas com ética e transparência

O jornalismo digital passa por uma profunda transformação com a adoção de novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial (IA). O Sistema Tribuna de Comunicação, ao completar 76 anos, reforça seu compromisso com a modernização de suas rotinas produtivas. A busca por agilidade na produção e distribuição de conteúdos ganha fôlego com o uso de ferramentas de IA e sistemas de automação, sem jamais abrir mão da transparência, ética e da valorização do trabalho humano.

Margareth Grilo, diretora de redação do Sistema Tribuna, detalha que a tecnologia já é aplicada em diversas etapas do processo jornalístico. Transcrição automática de entrevistas, organização de acervos editoriais e o uso de ferramentas como o ChatGPT otimizam o tempo dos repórteres. O objetivo é permitir que os profissionais se dediquem mais à apuração e análise aprofundada das informações, conforme publicado pelo próprio veículo.

A diretora enfatiza que a IA atua como um suporte essencial, e não como substituta da inteligência humana. “A incorporação de tecnologia e inovação no jornalismo precisa ser vista como um processo de evolução das rotinas produtivas e não como substituição do trabalho humano”, afirma. Ela ressalta que a eficiência, a organização de dados e a capacidade de análise são ampliadas, sempre sob supervisão editorial e com um forte compromisso ético.

IA como aliada: otimização sem perda de autenticidade

Fernando Fernandes, superintendente do Sistema Tribuna de Comunicação, compartilha a visão de que novas tecnologias devem oferecer mais ferramentas aos profissionais, mantendo a autenticidade do trabalho e a transparência com o público. “Entendemos que o humano nunca será substituído. A notícia tem que ser buscada pelo profissional e a ética tem que ser passada para os nossos leitores, com a observação de quando a Inteligência Artificial (IA), por exemplo, foi usada e com qual finalidade”, destaca.

Uma iniciativa recente é a implementação da Plataforma Sampi. Ela integra a criação de conteúdo com foco em agilidade e automatização de processos de publicação. A proposta, segundo Fernandes, é ampliar a celeridade na divulgação de informações e evitar retrabalho na adaptação de conteúdos para diferentes mídias. Inicialmente, o foco é em texto, com planos de expansão para outros formatos.

A plataforma permite que o jornalista crie um texto base que, com auxílio da IA, será adaptado para outras plataformas, mantendo o estilo do redator. “Isso tornará o trabalho mais fiel e permitirá a velocidade que o mundo quer com relação às informações, ressaltando sempre a qualidade e a importância da checagem das notícias”, completa o superintendente.

Transparência e proteção de dados como pilares

Laura Ettori, Head Comercial da Sampi, explica que a plataforma automatiza etapas operacionais e organiza rotinas editoriais. Utilizando IA, a ferramenta identifica e organiza informações públicas relevantes, permitindo a curadoria e a produção de novos conteúdos a partir dessas análises. “A solução utiliza inteligência artificial para identificar e organizar informações públicas relevantes disponíveis na internet, permite que a equipe editorial faça a curadoria das referências, estruture pautas e produza novos conteúdos a partir dessas análises”, detalha.

A Sampi também amplia as possibilidades de distribuição, convertendo conteúdos em áudios narrados por IA e vídeos curtos. A plataforma reúne desde a curadoria até a publicação em um único espaço, agilizando o processo para o jornalismo digital. Um dos pilares fundamentais da Sampi é a proteção de dados. A solução segue boas práticas de segurança da informação e está alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com controle de acesso, registro de atividades e armazenamento seguro.

Em relação à propriedade intelectual, Ettori esclarece que a Sampi atua como ferramenta de apoio, utilizando dados públicos como base. “Dessa forma, a Sampi atua como uma ferramenta de apoio tecnológico à produção editorial, contribuindo para ampliar a eficiência das redações e respeitando plenamente a autoria e a propriedade intelectual dos conteúdos produzidos por cada veículo”, conclui.

“Pensamos a tecnologia e a inovação como aliadas do jornalismo de qualidade, ampliando a capacidade de investigação, organização e distribuição da informação. Quando utilizadas com responsabilidade, essas ferramentas fortalecem a missão essencial da imprensa: informar com precisão, contexto e credibilidade.” – Margareth Grilo, diretora de redação do Sistema Tribuna.

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